Cheirinho de infância, em Portugal!

Estava saindo da Praça Figueira, no Centro Histórico de
Lisboa, quando senti um cheiro gostoso e familiar.
Assim como Lisboa nos faz lembrar as nossas origens, o cheiro me remeteu à minha infância e eu me vi no quintal da minha casa com meus irmãos ao redor do fogo de brasa, improvisado no chão, assando castanha de caju…

Procurei em torno e avistei uma ambulante vendendo castanha portuguesa num carrinho bem na esquina.

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O preço dessa gostosa lembrança me custou apenas dois euros. Comprei um pacote de castanha quentinha e sai pelas ladeiras do Chiado, descascando e comendo aquela delícia e pensando: que bom que temos tantas coisas em comum com os portugueses!

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As castanhas são vendidas assadas, ainda com cascas e cinzas, e entregues num saco de papel com duas cavidades. Uma vem com as castanhas e a outra vem vazia para colocar as cascas. As cascas são fáceis de retirar e faz parte do ritual. Suja as mãos um pouco, por causa das cinzas, mas vale experimentar, porque são muito gostosas, quentinhas e fresquinhas.
O sabor é diferente da castanha de caju e lembra um pouco o nosso caroço de jaca cozido, ou o pinhão dos paulistas. Além de nutritiva e saborosa, alimenta bem, reforçando as energias para o sobe e desce das ladeiras do Chiado.

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