Viajando e aprendendo…

Penso e tenho dito sempre que uma viagem nos traz muitos aprendizados.
A viagem nos faz sair do nosso mundo e transitar por outros, o que inevitavelmente contribui com nosso crescimento pessoal, educação, aprendizado, e amplia nossa visão do mundo e das pessoas. Nos faz melhores!
Neste post listarei pelos menos parte do que podemos aprender, descobrir, ou relembrar, conhecendo outros mundos e outras culturas.

A primeira contribuição da viagem para o nosso aprendizado é a ampliação ou reforço do nosso conhecimento de história, economia, geografia, política, arte e até de gastronomia do lugar para onde viajamos. Isto porque essas informações invariavelmente nos são repassadas quando chegamos ao destino, seja por guias ou pelas pessoas com as quais conversamos nos lugares.

Na escola estudamos e aprendemos sobre tudo isto, mas nada se compara à experiência de confirmar, no local, a veracidade do que aprendemos na sala de aula. Vivenciar, torna tudo muito real!
Quando eu era estudante, “viajava” na imaginação, no tempo e no espaço, tentando visualizar a história dos lugares, sentir o clima, ver os rios, mares, montanhas, florestas, os costumes, o estilo de vida das pessoas. Sempre me perguntava, será que um dia eu poderei ir lá? Eu fui, e entendi o por quê de aprender tudo o que estudamos na escola.
Então, cada viagem que fiz para os lugares sobre os quais estudei, senti como se estivesse entrando nos livros escolares e fazendo parte daquele mundo, que até então só existia na teoria. Lamentei as aulas que por acaso eu perdi, as informações que me foram passadas pelos meus mestres e eu não fixei, mas pude curtir muitas outras que eu pensei ter esquecido e que me voltaram com tanta nitidez, somente pelo fato de estar diante da materialização da informação.

Foi emocionante caminhar por dias pela Trilha Inca com destino a Machu Picchu, no Peru, conhecendo a cultura de um povo, que deixou um legado incrível para a humanidade.

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Conferir a grandiosidade de Catedrais famosas como a Duomo, em Florença;

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Passear entre as artes expostas pelas ruas de Roma, Florença, Bolonha, Milão e tantas outras cidades italianas e sentir a energia de sua história e o delicioso sabor de suas comidas;

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Caminhar por Nova Iorque, Paris, Londes, Roma, Florença,  sentindo-me parte de um filme como tantos que vi na TV e nos cinemas;

Conhecer a cultura islâmica, me vestindo como tal, para entrar na terceira maior Mesquita,  a do Sheikh Zayed, e ver o maior tapete persa do mundo, em Abu Dhabi.

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Tudo isto e tantas outras experiências, foram conhecimentos que adquiri na escola, na faculdade, nos livros, nos teatros e cinemas e vivi nas viagens!

Aprendemos também, numa viagem, a respeitar mais as pessoas e o nosso ambiente, com atitudes e comportamentos, que fazem a diferença, tais como:

Não jogar lixo no chão, porque vemos como fica mais limpo e bonito nosso lugar. Ver um lugar limpo e bem cuidado, como a maioria dos lugares desenvolvidos por onde passei, nos estimula a fazer o mesmo no nosso;

Respeitar a fila, e, por conseguinte, quem já está nela. Na Disney, temos muitas oportunidade de ver e exercitar esta demonstração de educação;

Não guardar lugar para alguém que vem depois, em filas e ambientes sem lugares marcados, em respeito a quem chegou primeiro no local. O brasileiro costuma fazer isto naturalmente, mas esta prática não é bem vista lá fora;

Não tocar nas pessoas, com as quais não temos intimidade. Isto é comum entre nós, mas não lá fora, e temos que respeitar;

Respeitar a posição de subir e descer nas escadarias e nas escadas rolantes de parques, aeroportos, metrôs, etc. preservando espaço para o acesso de quem está com pressa;

Tratar com dignidade os trabalhadores considerados humildes no Brasil, tais como domesticas, garis, garçons, etc., mas muito bem valorizados nos países desenvolvidos;

Não falar alto em público, o que demonstra educação e respeito ao próximo;

Valorizar moedas, pagando e recebendo de troco cada centavo da compra. Isto valoriza seu dinheiro e o esforço para adquirí-lo. Enquanto no Brasil é comum dispensarmos troco ou deixar de pagar os centavos, inclusive pelas pessoas menos abastadas, nos Estados Unidos e Europa, cada centavo é visto como dinheiro que deve ser recebido e devolvido rigorosamente;

Valorizar as nossas coisas, cidades, pontos turísticos. Muitas vezes temos verdadeiras relíquias em nossa terra e nem percebemos o valor que elas tem. Já tive a oportunidade de ver praias famosas lá fora, que nem chegam aos pés das nossas; ruínas exploradas como pontos turísticos que trazem retorno para a economia, enquanto muitos dos nossos monumentos históricos sofrem com o descuido e desatenção dos governantes e do próprio povo.

Tratar os garçons com respeito, não os chamando com assovios ou psius. Já vi uma garçonete deixar de atender um cliente estrangeiro porque não foi chamada adequadamente.

Deixar os objetos perdidos por alguém onde eles foram deixados, porque quem perdeu vai encontrá-los exatamente lá, se retornar, ou entregá-los à autoridade local, para guardar. Eu já vi um objeto esquecido por alguém permanecer no mesmo local, por horas, sem que ninguém pegasse. Já testemunhei uma carteira com muito dinheiro ser devolvida para o cliente, que a esqueceu no provador de um Shopping, em Miami.

Valorizar crianças, deficientes e idosos, respeitando os seus limites e direitos. A idade e muitas deficiências, dificultam, mas não incapacitam as pessoas para viver a vida. Muitos idosos e portadores de deficiências físicas trabalham normalmente e viajam. Pais levam seus filhos e idosos por onde andam, proporcionando a eles as alegrias de uma viagem em família. Crianças, deficientes e idosos são tratados com respeito e independência.

Respeitar a diversidade e as diferenças culturais. Entender que em alguns lugares, estilos de vida ou comportamentos com os quais não concordamos ou nos parecem errados são culturais ou costumes locais e merecem respeito.

Além de tudo isto, aprendemos sobre nós mesmos. Sobre nossa capacidade de superação, tolerância, nossa reação diante do novo ou diante de certas circunstâncias, situações ou imprevistos ocorridos na viagem ou vividos com as pessoas com as quais viajamos ou que conhecemos no percurso.

Toda viagem resulta numa troca. Levamos um pouco de nós e trazemos o que vimos e vivemos. Através do nosso corpo, de nossas atitudes, comportamento e linguagem nos mostramos  e dizemos ao mundo quem somos e como somos. Divulgamos nossos costumes e cultura. Somos atraídos pelo mundo e, dependendo da imagem que passamos, atraímos as pessoas para o nosso mundo também. É, sem dúvida, um rica contribuição para a globalização e crescimento pessoal e coletivo.

 

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