Quem me conhece apenas como viajante nem imagina o quanto corrida e estressante é a minha vida, justamente porque tenho diversas paixões e quero fazer muitas coisas ao mesmo tempo tendo que dar conta do trabalho de oito horas por dia.

Como diz o ditado popular, “Quero abraçar o mundo com as pernas” e quero incluir nesse abraço, todos que amo, meu trabalho, meus amigos, minha vida cheia de aventuras e coisas interessantes para fazer.
Pronto! Isto é um bom motivo para adoecer, porque ninguém é de ferro.

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Portanto, quando não estou viajando, invariavelmente estou com um probleminha de saúde. Nada sério, mas coisas que incomodam, como sinusite, dor de cabeça, dores no corpo e alergias mil!

Mas quando viajo não sinto nada!
Lembro que viajei para a Europa ainda me recuperando de uma cirurgia de septo; fui para Machu Picchu baqueada com uma virose; fui para Pousada do Rio Quente em plena crise alérgica; fiz muitas outras viagens com outros males e nenhum foi suficiente para estragar minha alegria. Muito pelo contrário, ao longo da viagem eu ia ficando boa.

É incrível o poder curativo de uma viagem!

De fato, pude constatar isto comigo mesma e pelo relato de vários amigos.
Cito aqui como exemplo e homenagem uma querida amiga, Verônica, que mesmo acometida por um terrível câncer, não se deixou abater e realizou várias viagens com familiares e amigas enquanto travava a árdua luta contra a maldita doença.
Verônica foi vencida pela doença, mas antes espalhou pelo mundo sua alegria e deixou registrado nas memórias dos que com ela viajaram o seu sorriso de felicidade e muitas lembranças de momentos inesquecíveis e felizes. Ela viajava sempre que podia e assim foi até os seus últimos dias. Não tenho dúvidas de que foram essas viagens que prolongaram sua vida e lhe deram forças para a longa luta.
Uma outra amiga minha viajou recentemente com uma amiga dela que tem um câncer na cabeça e, segundo seu relato, a doença não era empecilho para nada, a pessoa estava sempre disposta durante a viagem e apenas tinha que tomar os remédios cuidadosamente.
Um amigo que tem fortes dores na coluna, não se deixa abater e anda pelo mundo com sua esposa, respeitando apenas o limite do corpo, que é induvidosamente expandido pela força que tem uma alma feliz.

Outro bom exemplo são as viagens feitas pelas pessoas da terceira idade. Minha mãe tem 75 anos e alguns problemas de saúde, mas quando viaja não sente nada. Parece uma jovem. Cada vez mais os idosos viajam mais, a despeito dos problemas de saúde que tem. Há muito tempo fiz uma viagem linda com um grupo de pessoas idosas e me espantei com a disposição e alegria deles, que nem pareciam ter doenças. E certamente tinham! Mas durante a viagem eles se renovavam.
E porque não citar a dor de cotovelo? Essa sim é que encontra cura numa viagem. Eu mesma, na semana que me separei do meu primeiro relacionamento , há mais de vinte anos, fiz uma viagem inesquecível com minha irmã e uma grande amiga. Fomos de carro para Fazenda Nova e no caminho, belas paisagens, cabelos ao vento, muito papo e muita música foram um santo remédio para a minha tristeza. Até hoje rimos muito quando lembramos daquela viagem.
Para quem sofre de solidão, a viagem também é solução, pois sempre é possível encontrar uma amizade ou um amor ao longo do caminho, basta se permitir.

Qual o segredo? 

Numa viagem temos contato com outras realidades, saímos do nosso mundo, temos outra visão das coisas e das pessoas, desfocamos dos nossos problemas e nos afastamos dos males que nos afetam no dia a dia.
Penso que é este o segredo da viagem: ela abre nossos olhos para o novo. Rejuvenesce.
Por isto não se entregue à doença, seja do corpo ou da alma, viaje e revigore sua vida.

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