Na primeira vez que fui a Lisboa, há mais de vinte anos, fui atraída pela minha irmã, que lá morava, para a pastelaria ao lado do Mosteiro de Belém, com a promessa de comer um pastel típico, famoso e delicioso. O pastel de Belém.

Naquela época o “frisson” sobre o famoso pastel já era grande e eu tive que esperar para saborear o concorrido doce, porque o movimento na Pastelaria de Belém era intenso.

Confesso que me frustrei porque a receita do creme que recheia o pastel é à base de ovo, e eu simplesmente odeio ovo…!

A frustração foi proporcional à expectativa, porque eu estava “babando” para comer o docinho e fui com “muita sede ao pote”. Portanto, fiquei chateada.

Mas não me conformava com o fato de que, aparentemente, no mundo só eu não gosto do pastel de Belem. E quem sou eu para reprovar um doce secular?

Então, depois de muitos anos, voltei lá decidida a passar por cima de todas as minhas resistências ao ovo, que certamente compõe a receita do recheio, e, agora com o paladar mais maduro, me dar uma segunda oportunidade de novamente experimentar o pastel.

A história

A fama do pastel me atiçou a curiosidade e me levou a pesquisar sobre a sua história. Todas as informações nos contam que o pastel é mesmo secular; a Pastelaria existe desde 1927 e funciona no mesmo lugar; sua origem está ligada ao Mosteiro dos Jerônimos e há um mistério que envolve a sua receita. Há quem diga que o segredo não é relativo aos ingredientes, pois sabe-se que o recheio é feito com gema de ovo, açúcar e leite, mas é quanto à forma como é feito o pastel.

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A Pastelaria

A Pastelaria continua no mesmo local, ao lado do Mosteiro dos Jerônimos.

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Cresceu muito e se expandiu para atender à imensa demanda.

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Já na chegada, me surpreendi com o intenso movimento no local e a enorme fila de espera para conseguir uma mesa ou mesmo comprar os pasteis para viagem.

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Admirável! A fama do pastel é assustadora!

De fato, o movimento é grande, mas o atendimento é muito bom e rápido, o que atenua a demora.

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Apesar das dificuldades, resolvemos, eu e meus companheiros de viagem, encarar a longa espera.

O Pastel

Por fim, o pastel também compensa a espera, mesmo para mim que não gosto muito do recheio.

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O fato é que a massa folhada que compõe a base do pastel é simplesmente deliciosa. Dourada, crocante, fina e sequinha, se derrete na boca com um sabor realmente inigualável!

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Como se diz aqui no Nordeste do Brasil, “Dei a mão à palmatória”…o Pastel de Belém é realmente divino!!!

Toque Pessoal

A despeito das minhas ressalvas, admito que se o recheio não tivesse aquele gostinho discreto de ovo eu me empanturraria. Se fosse à base de goiabada, queijo ou creme de leite eu estaria perdida. Portanto, justiça seja feita, se você não é tão chato quanto eu com comida, vai amar o famoso Pastel de Belém!

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