Em Fevereiro de 2016, La Rambla cruzou o nosso caminho. Um Cruzeiro escolhido a dedo, porque o navio passaria em Barcelona – que eu queria muito conhecer -, nos levou àquela encantadora via.
Não me incomodava o pouco tempo que passaríamos em Barcelona. Às vezes uma pequena amostra de algo muito bom aguça ainda mais a vontade. Eu sabia que adoraria Barcelona e que outro dia eu voltaria com calma, para desfrutar melhor de toda a vitalidade da cidade que tem sangue latino, vibrante e a todos impressiona.
Com essa expectativa, quando o Navio Precioza, da MSC, atracou no Porto de Barcelona, pela manhã, nós nos apressamos em descer logo, pois tínhamos pouco tempo e muitas coisas para ver na cidade de muito encantos.
Pegamos o ônibus de turismo e partimos para um city tour pelos pontos mais turísticos, porque o tempo não nos permitia mais que isto.
Depois do city tour, acerca do qual falarei em outro post, descemos nas proximidades da Plaza de Cataluña, àvidos para curtir o passeio em La Rambla, que estava para nós como a cereja no bolo, e, mesmo saciados pela beleza de Barcelona, sentimos a necessidade de ficar por ali, caminhando e alimentando o corpo e a alma com as delícias daquele passeio.
“Las Ramblas” possui um calçadão no centro, onde pedestres podem caminhar com tranquilidade, margeada por ruas por onde carros passam, alheios aos sonhos que ali nascem ou se realizam.

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Possui várias lojas, cafés, restaurantes, floriculturas e artistas locais diversos, tais como mímicos, atores, músicos etc., que alegram e distraem os transeuntes.
Vive lotada, principalmente de turistas, desde a manhã até altas horas da noite.
Centenas de pessoas passam pela Rambla todos os dias e nos finais de semana.
Na via e no entorno existem vários pontos turísticos, tais como o Grande Teatro do Liceu e a Praça Real, que tivemos que deixar para uma próxima oportunidade, além do Monumento a Colombo e La Boqueria, que o tempo nos permitiu conhecer.IMG_5352
O Monumento a Colombo é uma das mais famosas estátuas da cidade de Barcelona. Foi construído em homenagem ao descobridor Cristóvão Colombo e erguido na praça do Portal da Paz, ponto de união entre o sul da Rambla e o Passeio de Colombo, em frente ao Porto de Barcelona. No interior da coluna, existe um elevador que permite subir até os pés da estátua, de onde se pode observar a cidade.
La Boqueria, como é conhecido o Mercado de São José (Mercat de Sant Josep), é o mais antigo dos mercados municipais de Barcelona. Inaugurado em 19 de março de 1840, nele o perfume das flores e especiarias, o colorido e a beleza das frutas e artesanato, atraem moradores da cidade e turistas do mundo inteiro.

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Ao longo do passeio, floriculturas e quiosques atiçam os românticos e os aficcionados torcedores do Barça.

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Eu não pude conhecer tudo o que La Rambla tem a oferecer, mas cruzei com pessoas alegres, descontraídas, criativas, apressadas, despreocupadas, sofisticadas ou descoladas, caminhando lado a lado. Confiantes. Foi o bastante para me impressionar e é esta imagem que eu quero guardar…

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Mas, no dia 17/08/17, um motorista ziguezagueou pela via como uma serpente voraz, rasgou a bandeira da paz, quebrou o silêncio da tranquilidade, sufocou a alegria, manchou de sangue a imagem da felicidade e interrompeu a vida de moradores e turistas que circulavam pelo local, deixando um rastro de dor e revolta, além de muitas perguntas sem respostas, caladas pelo nó na garganta de quem sobreviveu para contar.
Naquele dia, muitos moradores não voltaram para casa e muitos turistas fizeram o checkout da vida.
Por ironia, o mosaico de Joan Miró, que tem a pretensão de dar as boas vindas a quem chega, foi cenário de muitas despedidas súbitas.

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E agora eu tenho mais uma razão para voltar a Las Ramblas: me ajoelhar e orar pelos que lá encontraram, além da beleza da vida, a frieza da morte.

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